Ridi Pagliaccio

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Delírio, loucura… tristeza

Parecem assombrosos e absurdos os rostos, mas existem pessoas por dentro exatamente assim. É o tempo dos psicotrópicos, dos remédios que façam dormir, que façam sorrir, que obriguem a acalmar. Tempo dos sorrisos falsos nas fotos de redes sociais, na mídia, nas revistas. Alguns homens ostentando os sorrisos que não têm.

Medo de enfrentarem a realidade para os outros e perderem o status, os elogios, a fama, os aplausos, mas para si ninguém pode mentir.

Eu mesma estranhei esta postagem, confesso, mas ouvi o Senhor algumas vezes me impulsionando a postar estas fotos, talvez elas falem para mim mesma algo ou sejam para alguém. Se forem apara mim qual seria o problema? Ninguém chora? Ninguém pira neste mundo?

Se Deus apontar que há necessidade de se enxergar, chegou o tempo, talvez seja o confronto capaz de trazer a cura.

Nosso orgulho nos faz perdermos a coragem de ver aquilo que existe em nós que pode ser mudado porque é feio e deprimente. Tudo bem, ninguém precisa saber de nada, podemos continuar fingindo para os outros que somos os mais felizes da terra, na verdade isto se faz necessário, nossa queda é irrefletidamente deseja por muitos que nos cercam – “Eles não sabem o que fazem, perdoa-os, Pai.” (as vezes o perdoa-os é para nós mesmos).

Se alguém se sente assim, duvido que seja o primeiro. Alguns anos de profissão lidando com as mais diversas confissões humanas e muita dose de convivência com os mais distintos seres humanos me fazem ter a certeza de que isso é mais comum do que estranho.

Mesmo no meio cristão.

Mas onde erramos? Talvez na falsa impressão que nada está acontecendo de fato, nos olhos fechados para as coisas que precisam mudar lá dentro, valores, apegos, distrações, procrastinações.

Mas os mais que mais se se aproximam desta possibilidade são os mais sãos, porque não têm medo do dia mau, é apenas um momento de isolamento talvez, para se pensar mais objetivamente, para ver aquele pontinho que só com o Raio-X do Papai, sabe?

São momentos, eles passam, já passei por eles, sei que passam. E como a tal mitológica fênix, ou a a bela águia, que fazem da dor reciclagem, podemos retornar em nova verão, prontos para recomeços e com nova estrutura, roupagem, melhores…

        

About rikaferreira

Carioca, 34 anos, blogueira, chocólatra, amo café, adoro comida simples, tentando ser o mais kosher ou vegana possível. Amo animais e natureza. Cristã. Filosofia é um prazer, assim como qualquer leitura. Sou crítica, sou curiosa. Não tenho time. Não curto rótulos. Não sigo partido político. Centro-direita, as vezes centro-esquerda. Gosto muito de conhecer histórias de vida e admirar talentos. Amo música, prefiro Clássica, Bossa Nova, Jazz, Blues, Choro, Flamenco. E não sou rica, só rica de alegria, de experiências e da Graça de Deus.
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